MEDITAÇÃO – QUAL A SUA FUNÇÃO?

A mente está em constante batalhar de antíteses, de opostos. Sobre isso disse Krishnamurt (que não era iogue): “Sabeis o que significa viver sem comparação psicológica, quando em toda a vossa vida fostes condicionado a comparar – na escola, nos jogos, na universidade, no escritório? Tudo é comparação. Viver sem comparação!

 

 

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Sabeis o que isso significa? Significa amar. O amor desconhece a comparação e, portanto, o amor desconhece o medo. O amor não tem consciência de si próprio como “amor”, porque a palavra não é a coisa.”

 

O objetivo da meditação é diminuir esse batalhar de opostos dentro de nós. Aqui no ocidente, é o “meditar” sobre problemas.

 

No oriente é o contrário, meditação significa a busca pela ausência de pensamento. O fluxo incessante da mente faz o ser humano se desconectar da sua verdadeira essência. O pensar no problema cria dois problemas. O primeiro que já existe (ou não) e o segundo que é o conjunto das cansativas comparações.

 

Devido à sua origem oriental mística, houve receios quanto à meditação por muito tempo, na nossa cultura. A globalização ajudou a disseminar esta técnica e os estudos científicos. Foram feitas análises de ondas cerebrais e procedimentos de diagnóstico por imagem e foi reconhecida como capaz de gerar fenômenos físicos.

 

Pesquisas em universidades da Europa, EUA, Japão, Índia e Brasil estão relacionando a prática com redução da pressão arterial, regulação do ritmo cardíaco, sistema hormonal, intestinal, distúrbios do sono e da memória. “Tem dado bons resultados contra depressão,ansiedade, na síndrome do pânico e no combate a dores crônicas” (José Roberto Leite, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp).

 

Cada vez mais está sendo usada em várias áreas profissionais, como psicologia e neurociência. Leonardo Mascaro, graduado em psicologia e mestre em neurociência, pela Universidade de São Paulo (USP), explica que, quimicamente, a meditação parece estimular a maior produção de neurotransmissores no cérebro, como a dopamina, responsável pela sensação de prazer e bem-estar, e a serotonina, ligada à sensação de felicidade.

 

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A meditação (resumo):
1 – Diminui o ritmo da respiração e da pressão sanguínea;
2 – Reduz a produção de ácido lático (relacionado com ansiedade,
neuroses, etc.);
3 – Equilibra o sistema nervoso (gera disposição e tranquilidade);
4 – Aumenta a atividade cerebral alfa;
5 – Equilibra o sistema nervoso (estado de calma, criatividade,
intuição, etc.).

Há dois tipos de meditação: passiva e ativa.
Meditação passiva: sentar em posição confortável com olhos fechados ou semifechados, não se mexer (pois isso agita a mente) e utilizar alguma das técnicas de relaxamento:

 

– Repetição verbal, oral ou mental de mantra ou com vibração ressonante com estado de tranquilidade, tais como (Om, Soham, IEOUA, Amém, Jesus Cristo, Ave Maria, Shiva, etc);
– Observação do processo respiratório (tomada de consciência da entrada e saída de ar);
– Visualização interna (concentrar num ponto do seu interior, algum chacra (chacras são pontos energéticos, os 7 principais se localizam na coluna vertebral) ou algum órgão funcionando;
– Uma combinação de algumas das técnicas acima citadas. O mantra ô, prolongando a vogal assim ôôôôôôô e concentrando no coração, desenvolve o chacra cardíaco, responsável pela intuição;

 

O objetivo da meditação é limpar a mente, mas é importante ressaltar que durante o processo da prática, o indivíduo estará sujeito a incômodos e distrações causadas por barulhos ao seu redor e principalmente pelos próprios pensamentos. Ao mesmo tempo, não dar atenção a essas perturbações, não lutar contra elas, apenas deixá- las irem embora naturalmente da mesma forma que surgiram. A resistência aos pensamentos negativos acaba dando-lhes força, porque estamos nos identificando com eles, ao contrário, devemos nos manter imparciais, assim aclarará a compreensão interior. (“Não resistais ao mal”).

 

A meditação passiva deve se tornar ativa, ou seja, não se identificar com os problemas do dia a dia e mantendo a mente serena.

 

A prática constante da meditação resultará na economia das suas energias sutis, não se desgastando com coisas pequenas, desnecessárias como críticas e sentimentos de ofensa. Ao contrário são observadas as situações de forma clara e integral, se colocando no lugar do outro do bem comum, cessando o atrito causado pelo egoísmo e a ignorância.

 

Advertimos sobre o risco de fugir da realidade ou dos problemas da vida com a prática da meditação, não é esse o objetivo! Não é tornar “insensível” ao que acontece ao seu redor (pois é o risco que o praticante pode correr). Mas, ao contrário, ficar mais desperto e alerta contribuindo amorosamente nas ações corretas, no momento certo quando necessário.

 

Há muito mais o que dizer, porém somente a prática persistente e assídua pode trazer resultados eficientes e duradouros. A prática da ioga proporciona saúde, paz e alegria.

 

 

Curas Naturais | Saúde, uma Luz para a Vida

 

Fonte: Cadernos de Terapias Naturais da UFV
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